quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Politicamente Correto"

        Esse tsunami de posturas “politicamente corretas” onde cada letra do que se fala deve ser cuidadosamente medida para evitar complicações judiciais já irritou.

As pessoas que pensam de forma diferente estão com medo e vergonha de darem sua opinião em público, exatamente como ocorria em épocas de censura, só que desta vez os valores estão inversos. E falo por mim mesmo. Eu estou sentindo na pele isso e já estou de saco cheio!

A sociedade brasileira mudou sim, isso é inegável. Mas a prática de tentar coibir as opiniões opostas às ditadas pela regência continua. Só que ao invés de prender o sujeito que fala, agora ele é desmoralizado nas mídias, com auxílio de uma turba de ignorantes escravos da TV.

Como assim não posso falar isso ou aquilo? Quem é você pra querer me impedir de falar? Do que você tem medo?

Agora temos que nos preocupar com termos “afro” isso “afro” aquilo e substituir “ismo” por “ade” para não sermos estigmatizados de racistas e preconceituosos ou coisa pior. Como se o vocabulário fosse curar essas patologias sociais.

A chamada “onda verde” que assola todos os redutos de opinião do mundo, põe a paciência de qualquer um que tenha um mínimo de massa encefálica em estado crítico. Tem gente mijando no chuveiro e se achando o Capitão Planeta, enquanto pessoas inescrupulosas enchem os bolsos de dinheiro vendendo as famosas “eco-bags” e ONGs fajutas saqueiam nossa selva Amazônica.

Assim como já encheu o saco aquela palhaçada toda de desarmamento, as infindáveis (e demagógicas) passeatas pela paz e as insuportáveis campanhas anti-tabagistas (essas últimas que só fazem aumentar o consumo de cigarro).

E mais, somos regidos por um sistema de leis que prega a igualdade entre os homens mas que cria cotas de ingresso baseadas em diferenças étnicas (eu disse “étnicas” tá? E não “raciais”. Por favor não me prendam nem me chamem de racista).

Eu faço mais trabalho social e tenho mais engajamento em causas como o racismo, conscientização da juventude e sustentabilidade do que 99% das pessoas que ficam com seus rabos fedidos em casa despejando lixo verbal em sites de relacionamento. Eu faço o trabalho sujo e conheço a realidade de perto, enquanto você fica na sua casinha bonitinha vendo novela e Big Brother.

E sou eu quem não posso dar minha opinião? Ah, VÃO PRO INFERNO, ok?

Eu vou falar o que eu quiser, quando eu quiser. Porque é meu direito, como cidadão e como ser humano. E não estou nem aí pras suas malditas regrinhas do que é certo e errado. Faça sua lição de casa antes de querer dar algum palpite em algo que você não entende. Saia da sua vidinha medíocre e venha sujar seus lindos sapatinhos de grife com terra e bosta de esgoto a céu aberto num bairro pobre antes de vir me chamar de qualquer coisa! Certo?

Mesmo correndo o risco de ser execrado (e certamente o serei), eu vou dizer: ser politicamente correto é ESTUPIDEZ!

Sempre foi e sempre será. Não importa se as opiniões que agora são “erradas” são opostas às suas ou não.

Você não tem o direito de calar NINGUÉM, e nem de punir qualquer pessoa só por não concordar com você. Seja você quem for, ocupe o cargo que for, você não passa de um ser humano igualzinho aos outros bilhões que povoam esse planeta, e seus direitos terminam onde começam os direitos dos outros.

E pra coroar esse post, eu vou começar aqui uma campanha para dar espaço aos que estão sendo calados por esse pensamento imbecil.

Periodicamente publicarei citações de pessoas consideradas “politicamente incorretas”. Quero com isso dar o exemplo a todos e mostrar que esse negócio de ditar regras para o pensamento alheio não é legal. Ok? Tranquilo?

Então vamos lá. 

Para começar bem, vou listar as citações polêmicas do homem mais bombardeado da atualidade: o fanfarrão e polêmico Sr. Deputado Federal Jair Bolsonaro.


Embora eu discorde das palavras dele em inúmeras situações, e condene a postura que ele assume no plenário e nas mídias, eu sou o primeiro a dizer DEIXEM ELE FALAR!

Ele representa uma parte substancial da população brasileira, que merece ter uma pessoa que defenda essas posturas, do mesmo jeito que os oponentes dele o fazem. E se você não gosta, ótimo. Então fale você também. Mas fale com base e coerência. Não fique defecando verbalmente coisas que você não entende só acompanhando a opinião da boiada.

Abra sua mente e ocupe seu tempo com mais cultura e menos consumo, que é o melhor que você faz.



Senhoras e senhores, agora com a palavra, Dep. Jair Bolsonaro:

"Deveriam ter sido fuzilados uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso".

"Eu falei para Robson Tuma ficar na dele, senão o enchia de porrada."

"Gastaram muito chumbo com o Lamarca. Ele devia ter sido morto a coronhadas."

"Pinochet devia ter matado mais gente."

• “Eu tenho imunidade parlamentar pra falar. Não pra roubar.”

"Já vai tarde".
(Quando Luís Eduardo Carlos Magalhães faleceu, filho de Antonio Carlos Magalhães – ACM - . Revista Veja, 1998).

"É um índio que está a soldo aqui em Brasília, veio de avião, vai agora comer uma costelinha de porco, tomar um chope, provavelmente um uísque, e quem sabe telefonar para alguém para a noite sua ser mais agradável. Esse é o índio que vem falar aqui de reserva indígena. Ele devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens".

"Eu acredito em Deus. Sou católico. Mas é coisa rara ir à Igreja. Eu já li a Bíblia inteirinha, com atenção. Levei uns sete anos para ler. Você tem bons exemplos ali. Está escrito: "A árvore que não der frutos, deve ser cortada e lançada ao fogo". Eu sou favorável à pena de morte".

"O único erro foi torturar e não matar".
(Sobre a possibilidade de revisão da Lei de Anistia, que poderia punir de acusados de torturas e outros crimes contra presos políticos durante o regime militar).

"Isso nem passa pela minha cabeça. Eles tiveram uma boa educação, com um pai presente. Então eu não corro esse risco."
(Sobre a possibilidade de ter um filho homossexual, em entrevista ao CQC).

"Estou sofrendo preconceito por ser heterossexual."

"próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia."

•”Mas ninguém nunca viu um bandido executado voltar a cometer crime” (respondendo ao comentário de Jô Soares, que argumentou que a pena de morte não resolve problemas de violência).

O senhor Tarso Genro é um borra botas” (discurso no plenário).

O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem."

"O objetivo é fazer o cara abrir a boca. O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico." (Falando sobre o uso da tortura por policiais em operações contra o tráfico de drogas).

•“Foram 20 anos de ordem e progresso".(Falando sobre o Regime Militar Brasileiro).

Em 2000, afixou na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar "quem procura osso é cachorro".



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