Mostrando postagens com marcador relações sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relações sociais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre Meninas e Porcos



A turma do politicamente correto não descansa mesmo.


As “campanhas de Facebook” são contagiosas: se espalham tão rápido quanto uma epidemia de gripe e quando você vê a coisa tomou conta de quase todos os perfis e todos estão correndo atrás de um sujeito estranho, com tochas e garfos de feno nas mãos, gritando “Queimem o monstro! Queimem o monstro! 


Isso até surgir uma nova causa, na semana seguinte, onde as mesmas pessoas abandonarão o entusiasmo em lutar pelo direito dos animais, ou para tentar impedir o Bolsonaro de falar, para seguir a boiada ideológica em outro rumo.

Bem, sem aprofundar muito o tema, quero apenas tecer alguns comentários a respeito da "causa da semana", que tem inundado minha timeline desde os últimos dias de 2011 até agora, onde os revolucionários ativistas facebookianos estão travando uma cruzada épica, manifesta através de publicações compostas por montagens fotográficas e frases de efeito que buscam "moralizar" as mulheres, falando em "se dar ao respeito" e “se comportar como uma princesa” coisa e tal, abertamente ofendendo as mulheres que não querem ser “certinhas”.

"Baile Funk" - Foto By Camera Viva


Pois bem, como de costume, eu tenho algumas colocações a fazer para contribuir com esse debate, e gostaria muito que vocês comentassem o que acham do que vou dizer, seja nos comentários da postagem ou por email.

Vamos lá:

Em primeiro lugar gostaria de mais uma vez deixar bem claro que acredito piamente que os gostos de cada um pelo que quer que seja não refletem o caráter. Não é porque você gosta mais disso que daquilo, que você é uma pessoa melhor do que seu amiguinho, que prefere aquilo do que isso. Na verdade, pouco importa o que você gosta ou deixa de gostar. Isso só diz respeito a você. E se você for uma pessoa de caráter, com um bom coração, você pode gostar do que quiser que nada vai mudar o fato de que você é uma pessoa de valor. Nem a música que você ouve, nem comida que prefere, nem literatura que le ou deixa de ler, nem a maneira como você usa seu tempo livre, nada disso pode traduzir quem você é, ou, que tipo de pessoa você é.


Em segundo lugar, eu acredito que a forma como cada um se diverte e cuida da sua vida não diz respeito a terceiros. Se o que a pessoa faz não prejudica seus semelhantes e não é ilegal, ninguém tem nada com isso. E juntamente com a questão anterior, nesse caso, novamente a sua opinião sobre o que o outro faz, não tem nenhum valor, já que o gosto do outro não serve para avaliar o caráter dele, e, a forma como ele gosta de se divertir não é da sua conta. Até porque, não existe um único ser humano na face da terra que seja portador da verdade absoluta sobre qual o modo certo de viver ou do que todos deveriam gostar.


A diferença entre as pessoas é o que há de mais fascinante no nosso mundo, e saber encontrar a beleza disso faz você abrir os olhos para uma outra realidade, rica em experiências magníficas, extremamente positivas. Onde você pode inclusive encontrar em outras pessoas, defeitos e qualidades que ajudem você a melhorar a si mesmo como pessoa.


E em terceiro e ultimo lugar, eu gostaria de dar um coice bem dado também nos extremistinhas de final de semana, que chegam espumar de raiva afirmando que “é machismo isso de transformar a mulher promiscua em vagabunda e o homem promiscuo em garanhão”. Concordo, é machismo sim dizer esse tipo de asneira sobre um comportamento tão doentio, mas a sugestão de solução defendida pelos extremistas de que a mulher deveria ter o "direito" de poder ser promiscua e ser chamada de "garanhona" é ridiculamente mais machista do que as coisas já são!


Vocês querem o direito de serem tão estúpidas e imundas quanto os homens, que coisificam e maltratam as mulheres, sem serem ofendidas? Se deram conta de que a reivindicação que estão fazendo é essa?


Tem algo errado aqui, vocês não acham?


Por que valorizar tanto esse comportamento tão prejudicial a todos? A promiscuidade e a vulgaridade não são adjetivos! Não são qualidades! São defeitos! Patologias psicológicas de pessoas problemáticas, que sofrem e se auto depreciam! Usam-se mutuamente como brinquedos sexuais, onde descartam o lixo que precisam se livrar dentro do corpo umas das outras! É isso que querem? Poder sentir publicamente orgulho de serem usadas como vasos sanitários?


Vocês deviam lutar para demonizar homens cafagestes, promíscuos e infiéis, isso sim! Transformar o “garanhão” em “vagabundo”! E não o contrário!


Deveriam exigir o direito, esse sim, de pode ter orgulho em ser uma pessoa fiel, educada, respeitadora e sem vícios. E exigir que para um homem possa merecer seu carinho e amor, que ele seja limpo, honesto, fiel, gentil e educado.

Já vi muitas mulheres reclamando de que homens são todos iguais, que não prestam e coisa e tal. Mas qual é o critério de vocês para escolherem com quem vão se relacionar? Vocês tem um critério?

Há homens que são como vocês gostariam por aí aos montes, na mesma proporção que há mulheres que são como muitos homens gostariam. O problema é essa estúpida visão limitada das coisas, onde as pessoas só buscam saciar suas necessidades fisiológicas umas nas outras, e muitas vezes magoam e deixam de lado pessoas que poderiam tratá-las como gostariam.

As pessoas que agem pelo bem hoje em dia, que respeitam e tem valores nobres, chegam a sentir vergonha se serem assim, muitas vezes fingindo uma maldade que não tem, para não serem segregadas, isoladas e taxadas pejorativamente de "certinhas".


Ser "certinho" é errado? É a ditadura dos "erradinhos" então?


Vamos todos nos comportar como porcos no cio! Porque essa é a nova ordem! “Comer, transar e defecar”, essa é a nova trindade a ser seguida?


Trindade essa que, aliás, de "nova" não tem nada. Porque não tem nada de "moderno" em ser promíscuo e sem-vergonha. Isso sempre existiu. É a forma mais primitiva de comportamento que se conhece. Não tem nada de novo nisso não. É um comportamento retrógrado e reacionário que atrasa a evolução das relações e afasta os praticantes da maturidade.


Porque homens que agem certo não são vistos como “os caras”?


Por que todos precisam bajular os vagabundos de plantão, ao ponto de até as mulheres exigirem o direto de poderem ser iguais a eles sem sentirem vergonha?


E nem vou falar nada sobre as meninas deixarem os caras legais na fronteira da amizade e preferirem quase sempre se entregarem para ratos de esgoto... isso seria uma outra discussão bem longa. Mas é uma realidade também.


Não, não. To fora dessa. E acredito que muita gente concorda comigo.


Tem algo muito errado nesse debate. A começar pelas pessoas querendo mandar uns no corpo dos outros. Se não é com você, não é da sua conta! Vai cuidar da vida e para de andar por aí ofendendo gente que você nem sabe que ta ofendendo. Você não vai salvar o mundo apontando o dedo na cara dos outros e gritando “vagabunda”, “bicha”, “burro”, “pé rapado”... não vai. Não vai fazer do mundo um lugar melhor sendo um completo imbecil.


Você só vai machucar pessoas. Nada vai mudar nelas nem em lugar nenhum. Você só está prejudicando a si mesmo, vestindo uma carapaça de preconceitos que só trarão antipatia pela sua pessoa, e, lhe privarão de conhecer seres semelhantes a você, mas diferentes, que você poderia ajudar, ou, que poderiam ajudar você em algum momento difícil. Está perdendo de conhecer mais sobre o mundo e sobre si mesmo.


Não que devamos aceitar tudo, deixar cada um fazer o que quiser sem nada dizer. Não é isso. Muitas vezes é necessário alertar as pessoas sobre o que estão fazendo, principalmente quando sua saúde ou segurança está sendo posta em risco, mas ter uma postura grosseira, ofensiva e debochada não vai ajudar ninguém. E não vai tornar você um herói da moral dos bons costumes, principalmente se fizer isso pela internet.

Seja você quem for, não tem o direito de julgar ninguém e nem de maltratar e ofender quem quer que seja.

Para aquelas que são as vitimas mais atingidas dessas posturas, as mulheres, se são oprimidas de ambos os lados, com homens tratando-as sem respeito por generalizarem o comportamento de algumas meninas mal-criadas, e, por sua própria categoria que diminui as mulheres que optam por não serem vulgares, chamando-as de santinhas e coisas do gênero, somente posso lamentar. Não só pela dificuldade que é ser uma mulher em tempos como os nossos, onde há a ilusão de que são livres e respeitadas, mas lamento também profundamente por aquelas que, ao invés de exigirem que os homens sejam mais dignos e respeitáveis, que as valorizem como pessoas e se comportem de forma civilizada, não o fazem, preferindo exigir para si o direito de agir como os piores dos piores dos piores homens que existem... e acham que estão fazendo uma grande coisa.


Se você quer transar como um animal no cio, se entorpecer de álcool e cocaína sem valorizar ninguém, sem respeitar ninguém, mostrando o rabo pra todo mundo ver... você até pode fazer. Há conseqüências para isso e todos sabem. Mas não me venha exigir o “direito” de ser respeitado (a) por isso, seja homem ou mulher. Ser assim não é algo que te faça melhor do que ninguém. São seus gostos apenas, e GOSTOS NÃO DEFINEM CARÁTER! Ser certinho ou erradinho não tem a menor importância se você chuta vira latas na rua, é grosseiro com o garçom ou trai sua esposa. Essas atitudes que vão dizer quem você é, e não a forma como você gosta de se divertir.

Agir de forma polida, ser fiel e digno merece respeito hoje em dia, por serem qualidades raras. Mas também por ser agradável e por colaborar para o bem comum. Mas o contrário não! Ser grosseiro, infiel ou safado prejudica muita gente, e atenta contra o bem estar de outras pessoas e isso não é algo que deva ser respeitado.

Que isso minha gente? Querer ser podre, e não apenas isso, querer ser podre e ainda sentir orgulho disso? Convenhamos né?


Já existem por aí muitas mulheres que agem como homens podres e vice-versa, que ficam dando risada desse tipo de papo. E pra essas pobres criaturas a nossa opinião sobre esse debate não significa nada, já que para eles, sendo homem ou mulher, o importante é o prazer individual. Não precisam que ninguém lute pelos “direitos” deles. Já concederam a si mesmos todos os direitos que precisam, e não há necessidade de ativistas para sua causa. Até porque essa “causa” é tão individualista que não se pode lutar conjuntamente por ela. Cada um só quer saber do seu, e só faz barulho na internet pra defender os seus interesses pessoais. Para tentar garantir que não vai ficar sem

Não há nada de “bem comum” em se defender o direito de se orgulhar das misérias humanas. E nem se divertir às custas da degradação dos seu semelhante.

Como não há nada de proveitoso e nem de nobre em ofender pessoas que ajam diferentemente de você a respeito disso ou daquilo.

Somos como somos, todos podem mudar, uns pra pior e outros pra melhor. Mas independentemente do que escolhemos fazer, todos merecem respeito.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Seção Personalidades Estranhas - Bóris Iéltsin

Que Bóris Iéltsin foi um político russo que inseriu o capitalismo na Rússia e perdeu alguns dedos brincando com granadas na juventude, todo mundo sabe. Que o cara estava envolvido em escândalos e em altos casos de corrupção, todo mundo sabe. Que ele vivia bêbado e aprontando mil e uma peripécias pelo mundo todo mundo também sabe. E é por isso que nosso querido amigo de copo, amado por muitos levantadores de copos do planeta inteiro, é nossa personalidade estranha do momento.

Bóris Iéltsin

Não quero entrar no mérito político de tão mal falado homem. Não estou aqui pra julgar nem dar minha opinião sobre seus atos de governo ou suas escolhas políticas. Mas quero sim prestar uma homenagem ao pai da bebedeira russa, cuja personalidade, se fosse privada de nosso mundo, não nos permitiria dar tantas gargalhadas e ficar tão escandalizados com tantos vídeos bizarros vindo daquele país frio onde só tem louco e bebum.

Vodka russa

A bebida favorita de Bóris era a vodka, e sua preferida era a Stolichnaya, mas também gostava de tomar outras 42 marcas fabricadas na Rússia, gosto esse que permanecerá eternamente associado á sua imagem. Durante seu governo, que trouxe a Rússia ao mundo capitalista (em depreciação do socialismo), Iéltsin batalhou para que a indústria da vodka no país fosse liberta das restrições da distribuição mantidas pelo Estado, fazendo com que um número de indústrias da bebida razoavelmente grande ganhasse espaço no país. Alguns dos efeitos colaterais desse liberê geral foram que muita gente morreu por conta de vodkas de péssima qualidade e os problemas de alcoolismo que cresciam de forma assustadora, ameaçando até mesmo a economia do país. Com tudo isso, a regulamentação da bebida voltou, o que não impediu o mercado de vodka barata de aumentar. O país decretou estado de emergência em várias cidades devido á falta de capacidade dos hospitais de lidarem com a grande quantidade de indivíduos que consumiram vodka contaminada.

Há uma estimativa de que cerca de 42 mil russos morrem POR ANO em consequência da embriaguez de vodka barata (!!!! - isso corresponde à 116 mortes diárias, 5 mortes a cada hora), o que cria uma crescente preocupação no governo, afinal, com isso há uma estimativa de que até 2050 o país perca cerca de um terço de toda sua população (visto os problemas relacionados à natividade que colabora pra isso).

Mas voltando ao homem...

Iéltsin nunca escondeu seu problema crônico relacionado ao alcoolismo. Pelo contrário, era comum vê-lo aprontando das suas, seja dançando, seja caindo, seja bebendo. Em sua biografia também não esconde o jogo, diz que muitas vezes agiu sob influência do álcool no seu governo.

"Percebi que o álcool era a única maneira de aliviar o stress."

Outra cena muito comum era vê-lo cochilando em reuniões.

"Alguns dizem que a vodka atualmente é barata demais e que devíamos aumentar os preços. Mas eu ainda não tive coragem para isso. As pessoas têm sentimentos especiais por esta bebida. Elas não ligam de tomar um ou dois tragos depois do trabalho. Então não tenho pressa em aumentar os preços.”

Alguns fatos históricos

- 1989: teve que explicar ao Soviete Supremo o motivo de ter entrado numa delegacia em Moscou todo molhado e só de cueca;
- 1992: tocou colher (um instrumento musical russo) na cabeça de Askar Askayev, presidente da Quirguízia;
- 1994: em uma viagem de barco descendo o rio Volga, pediu a seus guarda-costas que atirassem seu porta voz na água. No mesmo ano, durante um desfile militar, pegou a batuta do líder da banda e tentou reger a orquestra. Depois, no mesmo dia, numa recepção, pegou um microfone e começou a cantar;
- Ainda em 1994, ao ser recebido pelo primeiro-ministro da Irlanda no aeroporto de Shannon, se recusou a sair do avião (provavelmente bêbado);
- 1995: flagrado beliscando a bunda de sua secretária numa reunião com correspondentes estrangeiros;
- 1996: dançou rock num comício, que rendeu muitas fotos engraçadas que abrilhantam o post;
- 1997: declarou, na Suécia, que iria reduzir o arsenal nuclear russo e buscar uma proibição mundial. Seu porta-voz depois disse pra não serem levadas a sério suas declarações;
- Existe um campeonato na Rússia chamado "Boris Yeltsin Cup". Não se trata de campeonato de vodka, mas sim de um campeonato de tênis, por incrível que possa parecer.

Alguns fatos também geraram polêmicas mas se desconfia que não passam de boatos. Por exemplo, Bill Clinton em seu livro de memórias, afirma que certa vez Iéltsin foi encontrado perto da Casa Branca de cueca, na madrugada, bêbado e procurando uma pizza, durante uma visita à Washington.






Morte

Bóris Iéltsin faleceu aos 76 anos. Desta vez, quando caiu, caiu pra não mais levantar.

*Agradeço meu colega Paulo por ter comentado sobre esta personalidade estranha e ter me dado à idéia de escrever sobre ele.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Seção Personalidades Estranhas - Ottomar Berbig

Ottomar Berbig

Ottomar Berbig foi um socialite alemão nascido em 10 de Outubro de 1940 na Berlim ocidental e que alcançou a fama através da reivindicação de pertencer à linhagem de Vlad Dracula.

Vlad III, príncipe da Valáquia, conhecido por Vlad, O Empalador (Vlad Tepes), ou como Dracula. Seu sobrenome serviu de inspiração para Bram Stoker nomear seu vampiro Conde Drácula. O sobrenome romeno de Vlad (Draculea, também escrito Drakulya) veio em referência a seu pai Vlad Dracul. Vlad Dracul foi morto pelos boiardos que se juntaram a John Hunyadi. Vlad III então fugiu e se exilou na Hungria, até retornar ao poder. Ao retornar, planejou matar os boiardos para se vingar da morte de seus pais, plano que executou com maestria, dez anos depois, num domingo de páscoa em torno de 1457, primeiramente empalando os boiardos mais velhos e famílias. Os boiardos jovens e saudáveis foram utilizados para reconstruir o castelo nas ruínas do Poienari, que se tornou sua fortaleza. Após a construção, os boiardos que haviam sobrevivido e não morreram de exaustão - já praticamente todos nus, pois trabalharam até inutilizarem suas próprias roupas - foram empalados. Outras atrocidades cometidas por Vlad nas histórias alemãs incluem além do empalamento a tortura, queima, esfolamento, corte de membros e afogamentos (além de assar ou ferver as pessoas, servindo à carne aos amigos e parentes da mesma). Esses castigos eram aplicados a ladrões, mentirosos e adúlteros. Esta foi a maneira que Vlad utilizou para manter a ordem no seu povo: ensinando-lhes que o roubo não seria tolerado em suas terras. E assim foi: puniu quem quebrou as leis, sejam homens ou mulheres, de qualquer classe social, idade ou religião.

Berbig era um padeiro em 1980 quando conheceu Ekaterina Olympia Kretzulesco, de legítima descendência consanguínea do lendário conde Vlad Dracul. Tornaram-se amigos e Ekaterina então adotou Berbig como seu filho, visto que a mesma não possuía herdeiros e queria garantir a continuidade da linhagem familiar, e estava impressionada com a aparência de Berbig, com seu cabelo preto encaracolado e bigode "transilvaniano".
Ekaterina Olympia Kretzulesco nasceu em Bucareste, em 28 de janeiro de 1893 e morreu em 26 de maio de 1993. Foi uma célebre aristocrata e filantropa romena, descendente de sangue de Vlad Dracul. Cresceu na Inglaterra e na França, e viveu na Romênia entre 1908 e 1952, quando fugiu do regime comunista, indo para os Estados Unidos, onde permaneceu por 35 anos no Texas, retornando para Bucareste após a Revolução Romena de 1989, onde morreu centenária.

Mudou seu nome então para Ottomar Rodolphe Vlad Dracula Prinz Kretzulesco, e imediatamente transformou o castelo localizado em Schenkendorf (Brandenburg) em um "museu de vampiros". Organizou as "festas dos sugadores de sangue" em conjunto com a Cruz Vermelha Alemã, na qual os convidados deveriam doar sangue, na sala de número 46. Também organizou inúmeros eventos de caridade, incluindo festivais medievais e reuniões para histórias assustadoras na "hora do fantasma". Rejeitando a tradição da família, não usava dentes postiços, porém utilizava um caixão para receber os visitantes, além de servir um schnapps com cor de sangue (Bloody Mary) e "salsichas do Drácula". Abriu um negócio de vinhos chamado "Castle of Dracula", e após uma briga com o governo alemão por conta dos altos impostos cobrados pelo mesmo, proclamou a cidade como "Principado do Dracula", dizendo que no "reino de Drácula" os impostos não passariam de 20%. Chegou mesmo a imprimir passaportes próprios, e criou planos para selos e placas de carros, mas a tentativa não obteve sucesso, tanto que o Estado, com um senso de humor incomum, ameaçou se "defender com alho" contra os objetivos de independência de Berbig.

Em 2003, Berbig, ou Rodolphe Vlad Dracula Kretzulesco, como queira, foi convidado a ser clonado pela empresa Clonaid (liderada pela seita dos Realianos) pelo valor de US$ 200 mil e negou, emitindo um comunicado á imprensa onde solicitava ás autoridades mais rigidez na proibição da clonagem, para evitar que pessoas tão loucas como o ditador Saddam Hussein fossem clonados.
Dificuldades financeiras com a burocracia local e problemas com neonazistas (Berbig foi ameaçado de morte, por 10 vezes foi atacado por incendiários e os muros do castelo de Schenkendorf foram pixados com suásticas pelo fato de Berbig ser um estrangeiro) o obrigaram a sair do palácio em 2006: "Eu quero sair daqui", disse. "Eu não quero mais viver aqui. Estou com medo. Eu quero viver em paz. Eu não consigo mais dormir à noite sem me preocupar em acordar em meio a um incêndio". Certa noite um grupo de 35 neonazistas ficaram em seu jardim cantando canções e carregando bandeiras nazistas. Eles gritavam frases anti-semitas, como "fora judeus" e "porcos judeus", o que pode indicar que o verdadeiro problema era com o castelo, propriedade de 32 hectares que pertencia a uma família judia. Em novembro de 2007 Berbig faleceu de tumor cerebral, porém deixando a linhagem dos Dráculas viva através do seu filho, Ottomar Dracula Junior, nascido no mesmo ano de sua morte.

Curiosidade: em 2000, Berbig participou, como Ottomar Rodolphe Vlad Dracula Prinz Kretzulesco, de uma faixa chamada "Mille Anni Passi Sunt", do disco de mesmo nome da banda Corvus Corax.

Corvus Corax é uma banda alemã conhecida por tocar música medieval com instrumentos autênticos. Seu nome é o nome científico do corvo. A banda foi formada em 1989 por Castus Rabensang, Win (Venustus) e Meister Selbfried. Frequentemente usa gaita de fole como instrumento solo e suas performances ao vivo atraem a atenção pela estranheza dos músicos, que se utilizam da reminiscência de antigos mitos gregos: seminus, com roupas diferentes, usando artigos estranhos como decoração, e tatuados.